Briefing
O que esta publicação contém
- a cláusula nova dos Termos Comerciais da Meta e o que já existia no termo de anúncios
- como o aceite acontece e o que o robots.txt cobre, segundo a própria Meta
- a prioridade por canal e o teto de verba no Google Ads, com a mudança de fevereiro de 2027
- a métrica de força dos dados do Google Ads e o Gerenciador de dados no Google Analytics
- um critério para levar a decisão ao cliente antes de 30 de outubro
Para quem é
dono ou gestor de agência e gestor de tráfego que administra Página, anúncios e site de clientes na Meta e no Google e precisa saber o que o cliente aceita ao continuar usando as plataformas
Principais achados
A partir de 30/10/2026, os Termos Comerciais da Meta autorizam a Meta a usar software automatizado e a criar credenciais de teste para acessar, indexar e rastrear os domínios, páginas e URLs ligados aos produtos ou serviços da empresa, e a usar esse conteúdo para treinar e melhorar os produtos dela.
Fonte: Meta, Termos Comerciais, prévia com vigência em 30/10/2026, seção 1, conferida em 18/10/2026
Os termos de anúncios em vigor, de 22/08/2025, já davam à Meta o direito de acessar, indexar e rastrear o conteúdo dos domínios de quem faz um pedido de anúncio, inclusive para pesquisa e treinamento. A cláusula nova deixa de depender do pedido de anúncio.
O aceite vem do uso continuado depois do aviso. A prévia não traz opção de recusar só a cláusula de rastreio e não menciona o robots.txt; a saída que ela oferece é interromper o uso empresarial ou comercial dos produtos.
A documentação da Meta manda bloquear rastreadores pelo robots.txt. O que rastreia para treinar modelos de IA é o meta-externalagent, e dois outros rastreadores da Meta podem ignorar o robots.txt.
Fonte: Meta for Developers, "Web crawlers", conferida em 18/10/2026
A partir de fevereiro de 2027, nas campanhas de Search com a Rede de Display ligada, a alocação de verba atual deixa de existir. Para manter o comportamento de hoje, o Google indica pôr a Rede de Display em prioridade baixa com 50% do orçamento.
Resumo
Em 30 de outubro de 2026 entram em vigor os novos Termos Comerciais da Meta. O aviso está no topo da página em vigor, e a prévia do texto novo já está publicada. Na seção 1, a prévia traz uma cláusula que não existe na versão de 6 de março de 2024: a empresa autoriza a Meta, ou quem age em nome dela, a usar software automatizado, como web scrapers, bots, spiders e rastreadores, e a criar credenciais de teste para acessar, indexar, armazenar em cache, analisar, coletar e rastrear os domínios, páginas e URLs ligados aos produtos ou serviços da empresa, além de buscar atualizações periódicas deles. A frase seguinte diz que a Meta pode usar esse conteúdo para fornecer, desenvolver, melhorar, pesquisar, treinar e manter a integridade dos produtos dela.
Este Radar trata do que essa cláusula muda para a agência que cuida do site e das contas de anúncio do cliente, e de duas mudanças do Google na semana: a prioridade por canal no orçamento e a métrica de força dos dados. Comparamos a prévia com o texto em vigor, os dois abertos em 18 de outubro. Não comparamos com versões arquivadas.
Parte disso já valia. O termo de anúncios em vigor, de 22 de agosto de 2025, diz na seção 6 que, ao fazer um pedido de anúncio, a empresa concede à Meta o direito de acessar, indexar, armazenar em cache, analisar ou rastrear o conteúdo dos seus domínios, páginas ou URLs, para desenvolver publicidade e produtos de negócio, para pesquisa e treinamento e para manter a integridade dos produtos. Quem anunciava já autorizava o rastreio do site.
O que muda é o lugar e o alcance. A cláusula passa para os Termos Comerciais, que valem para o acesso ou uso dos produtos da Meta para fins empresariais ou comerciais, e a lista de exemplos inclui a administração de uma Página. No termo de anúncios, a autorização nascia do pedido de anúncio. No comercial, ela acompanha o uso empresarial em geral. O texto também põe por escrito o software automatizado, as credenciais de teste e as atualizações periódicas, e alcança os URLs disponibilizados pelo uso dos produtos da Meta, pela empresa ou pelos usuários. A prévia do termo de anúncios repete a cláusula nova.
O aceite não pede assinatura. A seção de atualizações diz que continuar acessando ou usando os produtos da Meta para fins empresariais depois do aviso equivale a aceitar os termos. Quem não concorda pode interromper o acesso ou uso dos produtos da Meta para fins comerciais ou empresariais. A prévia não oferece recusa só da cláusula de rastreio e não menciona o robots.txt.
A documentação de rastreadores da Meta é o outro lado. Ela lista o meta-externalagent, que rastreia para treinar modelos de IA de base ou indexar conteúdo, o meta-externalads, que rastreia para melhorar a publicidade e outros produtos de negócio, o meta-webindexer, da busca da Meta AI, e dois que podem passar por cima do robots.txt: o facebookexternalhit, que monta a prévia de links, em verificações de segurança ou integridade, e o meta-externalfetcher, que busca links a pedido do usuário. Para bloquear, a página manda pôr um disallow para o rastreador no robots.txt. A documentação não cita os termos nem diz o que acontece com anúncio ou catálogo quando o site bloqueia um rastreador. Os termos não citam o robots.txt. Um não fala do outro.
No Google Ads, o anúncio de 14 de outubro traz a prioridade por canal: a agência marca canais ou grupos de canais como prioridade alta ou baixa, e o orçamento vai primeiro para os de prioridade alta. Vale para Search, Shopping, Performance Max e Geração de Demanda, no nível da conta e da campanha, e também para orçamentos compartilhados. Para canais de prioridade baixa, dá para definir um percentual máximo do orçamento diário, respeitado na base do melhor esforço. A partir de fevereiro de 2027, nas campanhas de Search com a Rede de Display ligada, a alocação atual deixa de existir; para manter o que acontece hoje, o Google indica a Rede de Display em prioridade baixa com 50%.
No dia 13, o Google disse que a métrica Data Strength Uplift está chegando ao Google Ads, que o Gerenciador de dados se estende ao Google Analytics e ao Display & Video 360, e que as conversões otimizadas chegam em breve a esses dois produtos. No anúncio de setembro, a métrica é definida como o cálculo das conversões adicionais recuperadas pela configuração de dados próprios. Os posts trazem médias de ganho de conversão com dados internos do Google, sem método publicado, e por isso elas ficam fora deste Radar.
O critério para a agência começa no site do cliente. A decisão de manter o rastreio, pedir no robots.txt que o rastreador de treino não entre ou deixar de usar a Meta para fins empresariais é do cliente, que é o dono do site. O papel da agência é levar o trecho da cláusula antes de 30 de outubro, registrar a decisão e, se houver bloqueio, acompanhar a entrega dos anúncios na semana seguinte. As regras foram conferidas nas páginas oficiais da Meta e do Google em 18 de outubro de 2026.
O PDF completo
- O que já existia e o que é novo
- Como o aceite acontece
- O que o robots.txt cobre
- As outras duas mudanças da semana
- O critério para a agência
Já publicamos sobre isso
- Conversion Lift lista Search e PMax, mas a página ainda manda falar com o representanteAgências, 12 de outubro de 2026
- Registro e CRECI no anúncio que a IA escreveConstrução, 15 de outubro de 2026
