Briefing
O que esta publicação contém
- o que o teste de incrementalidade do Google Ads mede e como ele separa os grupos
- os requisitos da página oficial e o ponto em que ela diverge da notícia de autoatendimento
- a regra do Merchant Center para produto com preço ou disponibilidade que muda mais de uma vez por dia
- o fim da atualização de spam de setembro e a saída da verificação de acesso nos apps da Meta
- um critério para decidir quando propor um teste de lift ao cliente
Para quem é
dono ou gestor de agência e gestor de tráfego que mede Search e Performance Max para clientes e precisa responder se a verba está trazendo venda que não viria sem o anúncio
Principais achados
A página de ajuda do Google Ads lista Search e Performance Max entre os tipos de campanha aceitos no Conversion Lift por usuários, ao lado de display, vídeo, Geração de Demanda e apps.
Fonte: Google Ads Help, "Configurar o Conversion Lift com base nos usuários", conferida em 11/10/2026
A mesma página diz que o Conversion Lift não está disponível para todas as contas e que, para usá-lo, é preciso falar com o representante da conta. A notícia de 08/10 fala em autoatendimento; a página oficial não diz isso.
Fonte: Google Ads Help, "Configurar o Conversion Lift com base nos usuários", conferida em 11/10/2026
O estudo exige pelo menos 1.000 conversões registradas, sem contar as que usam dados complementares, e orçamento de campanha mínimo de US$ 5.000.
Fonte: Google Ads Help, "Configurar o Conversion Lift com base nos usuários", conferida em 11/10/2026
No Merchant Center, a atualização automática de itens pode não funcionar para produto cujo preço ou disponibilidade muda mais de uma vez por dia, e o produto pode ser reprovado em vez de atualizado.
A atualização de spam de setembro de 2026, iniciada em 24/09, terminou de ser implantada em 08/10.
Fonte: Google Search Status Dashboard, "September 2026 spam update", atualização de 08/10/2026
Resumo
A página de ajuda do Google Ads sobre Conversion Lift por usuários, conferida em 11 de outubro, lista Search e Performance Max entre os tipos de campanha aceitos, ao lado de display, vídeo, Geração de Demanda e apps. Na semana anterior, a imprensa do setor tratou isso como autoatendimento: o Search Engine Roundtable publicou em 8 de outubro que o anunciante não precisaria mais de um representante do Google para montar o estudo. A página oficial não diz isso. No topo, ela continua dizendo que o Conversion Lift não está disponível para todas as contas do Google Ads e que, para usá-lo, é preciso falar com o representante da conta.
Este Radar trata de tracking e mensuração, e de três mudanças menores da semana: o Merchant Center, o fim da atualização de spam de setembro e o cadastro de apps na Meta. Não comparamos as páginas com a versão anterior. O texto diz o que elas dizem hoje.
O Conversion Lift responde a uma pergunta que a coluna de conversões não responde. Um exemplo: a campanha de Search na marca de uma loja virtual mostra conversões todo mês, com o melhor custo por conversão da conta. Quem procura a loja pelo nome talvez comprasse de qualquer jeito. A coluna conta as compras; ela não diz quantas aconteceriam sem o anúncio.
O Google descreve o Conversion Lift como uma ferramenta de incrementalidade que mede as conversões geradas diretamente por quem vê os anúncios. O estudo separa o público em dois grupos: quem vê os anúncios, o grupo de tratamento, e quem não vê, o grupo de controle. A diferença de conversões entre os dois é o lift, o aumento causado pela presença do anúncio. A parcela que fica no controle, chamada de retenção, vai de 1% a 50%. O resultado sai em conversões incrementais e custo por ação incremental, o iCPA, ou em valor de conversão incremental e retorno incremental do investimento, o iROAS.
A página traz requisitos objetivos. A conta precisa de pelo menos 1.000 conversões registradas, e as conversões com dados complementares não contam para esse mínimo. O estudo exige orçamento de campanha mínimo de US$ 5.000. A conta precisa acompanhar pelo menos uma ação de conversão compatível com o Conversion Lift. Campanhas para apps segmentadas para iOS e anúncios de viagem não são compatíveis, e uma campanha só participa de um estudo de lift por vez.
A página também diz como ler o resultado. O poder estatístico do estudo aparece como uma faixa de certeza de 50% a 95%. O Google recomenda mirar 90%, e diz que resultados entre 50% e 90% podem ser lidos como direcionais. Estudos podem durar 7 dias, mas a recomendação é passar de 14.
O que a página não confirma é o acesso. Ela lista os tipos de campanha e, no mesmo texto, manda falar com o representante, e repete a orientação para tipos de campanha em fase alfa ou beta. A única forma de saber se a conta do cliente tem o recurso é tentar criar o estudo na própria conta. Prometer o teste ao cliente antes disso é vender o que ainda não se viu.
No Merchant Center, a página sobre atualização automática de itens diz que as automações podem não funcionar para produtos com mudanças frequentes de preço ou disponibilidade, por exemplo mais de uma vez por dia. Diz que o produto pode ser reprovado em vez de atualizado quando o Google detecta uma incompatibilidade, e que as atualizações podem ser interrompidas se o número de incompatibilidades ficar muito grande. Para loja com preço dinâmico, a correção automática pela página de destino deixa de ser rede de proteção.
A atualização de spam de setembro terminou. O painel de status do Google registra que a implantação estava concluída em 8 de outubro, depois de começar em 24 de setembro. No Radar de 5 de outubro, a recomendação foi comparar o tráfego orgânico só depois do fim da implantação. Agora o intervalo está fechado.
Na Meta, o blog de desenvolvedores anunciou em 9 de outubro que a verificação de acesso deixa de ser exigida no cadastro de apps de provedor de tecnologia, os apps que acessam dados de negócio de outras empresas. A verificação da empresa continua obrigatória, a análise do app para permissões avançadas segue com os mesmos critérios, e o post diz que nada muda no que se pode fazer com os dados da plataforma.
O critério para a agência sai da página do Google. O teste de lift serve à conta que passa dos mínimos e tem uma pergunta de verba a responder, como cortar ou não uma campanha de marca. Antes de propor, confira na conta se o estudo pode ser criado, e planeje duração e retenção pela certeza de 90%. Para a conta que fica abaixo dos mínimos, o teste não está disponível, e o relatório de conversões continua sendo o que é: uma contagem, não uma prova de causa.
As regras foram conferidas nas páginas oficiais do Google e da Meta em 11 de outubro de 2026. Não conferimos a versão anterior da página do Conversion Lift, e por isso não afirmamos que a lista de campanhas cresceu. O Conversion Lift é um experimento com grupo de controle, um desenho forte, mas conduzido por quem vende o anúncio que ele mede. Este Radar descreve a ferramenta e os requisitos, e não promete resultado.
O PDF completo
- Um exemplo de pergunta que a coluna não responde
- O que o teste de incrementalidade mede
- O que a página exige e o que ela não confirma
- As outras três mudanças da semana
- O critério para a agência
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